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💸A ressaca da festa?
Plus: O que esperar para 2026

Good morning, Brasil.
Seja muito bem-vindo a 2026!
Antes de começarmos, um recado rápido: gostaríamos de ouvir você! Ao final desta edição, não deixe de compartilhar seu feedback e sugestões para o THE PAPER. Queremos fazer este ano junto com você.
Mas vamos lá. Os mercados amanhecem sem grandes novidades após a pausa do feriado mundial de 1º de janeiro. No cenário internacional, os destaques infelizmente ficam por conta das tragédias ocorridas na Suíça e na Holanda. Já no Brasil, o judiciário seguiu ativo: Moraes negou o pedido da defesa de Bolsonaro para conversão em prisão domiciliar.
Para começar o ano, o Paper of the Day traz uma análise essencial: será que a "festa" do Ibovespa continua em 2026 ou vamos ter que olhar com mais cautela para a bolsa?
Aqui está o seu THE PAPER de hoje.
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📎 Read: O futuro dos imóveis no Brasil (Vinicius Figueiredo)
▶️ Watch: Como ter sorte na vida e nos negócios usando as ideias do Naval Ravikant (Bruno Faggion)
#️⃣ Stat: Mega da Virada 2025: seis apostas dividem prêmio de R$ 1,09 bilhão, o maior da história (g1)
🧊 Ice Breaker: Neymar renova contrato com o Santos até o fim de 2026 (ge)
ANTES DO SINO

Fechamento 01/01/2026 — (19:00)
PAPER OF THE DAY
A ressaca da festa?
Se você passou 2025 comprado em Bolsa, parabéns. O Ibovespa entregou uma alta de +34%, o melhor desempenho em nove anos, atropelando o CDI, o S&P 500 e o Bitcoin (Esse saiu da disputa no final). O dólar caiu 11%, voltando para a casa dos R$ 5,49, e a sensação entre os investidores é de que o pior já passou.
Mas, como diz o ditado popular: "árvores não crescem até o céu", a conta do otimismo pode chegar para 2026.
Entramos no ano com o valuation mais esticado do que há 12 meses e com uma margem de erro drasticamente menor. Se em 2025 o mercado subiu "no amor" com o fluxo gringo e na esperança de cortes de juros, em 2026 ele vai precisar subir nos fundamentos.
E é aí que a história fica complexa.

P/L Ibovespa - Fonte: Oceans14
O que esperar para 2026:
1. O “Gringo”
Enquanto o investidor local (institucional e varejo) sacou bilhões da bolsa nos últimos dois anos para se esconder no CDI de 15%, o estrangeiro fez a festa. O fluxo de capital externo foi o grande motor desse rali de 34%.
A tese deles era simples: o Brasil estava barato demais para ser ignorado, especialmente com o dólar nas alturas.
O cenário agora: O estrangeiro já está posicionado e com lucro no bolso. Para ele continuar comprando em 2026, o Brasil precisa entregar crescimento real, não apenas "ficar barato". Se o fluxo virar, não tem liquidez local para segurar o índice nesses níveis.
2. O “trade” eleitoral e o risco fiscal
2026 também não é um ano qualquer: é ano de eleição presidencial. E historicamente, isso significa volatilidade contratada, ainda mais no Brasil. Mas o grande X da questão mesmo por aqui vai ser no fiscal:
O mercado entra em 2026 com muito atento a isso. O otimismo recente ignorou parcialmente a deterioração das contas públicas, apostando que o crescimento do PIB resolveria a equação dívida/PIB e que um novo governo a partir de 27 já olharia para esse aspecto com mais atenção.
E com os preços dos ativos já recuperados em parte, qualquer deslize em Brasília — seja um gasto absurdo fora do “arcabouço” ou uma medida populista pré-eleição — terá um preço muito mais alto na curva de juros do que teve no ano passado. A assimetria, que era favorável, agora pode estar muito mais comprimida.
3. O Banco Central
Grande parte do otimismo para 2026 está ancorado em uma premissa: o Banco Central vai começar a cortar juros. A expectativa é que o ciclo de cortes comece já no primeiro trimestre (ou início do segundo) dependendo de quem fala.
Se acontecer: O custo de capital das empresas cai, os lucros sobem e a rotação do CDI para a bolsa ganha tração.
Se não acontecer (ou demorar): E se a inflação voltar a ficar acima da meta ou o Fed lá fora não ajudar, o mercado terá que reprecificar tudo de novo. Com a Selic em 15%, poucas empresas aguentam mais um ano de alavancagem cara sem quebrar ou diluir o acionista.
O mercado de 2025 foi para os corajosos que compraram o som dos canhões. O “easy money” da recuperação já foi feito, agora, o alfa vai vir de um stock picking em empresas que conseguem crescer o lucro independente de Brasília ou das decisões do BC… Mas sim, ainda existe um bom otimismo para os ativos emergentes para 2026.
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HEADLINES
World Big News:
“Fui eleito como democrata socialista e vou governar como tal”, diz Mamdani ao assumir prefeitura de Nova York (Folha)
Dezenas de mortos e 100 feridos em incêndio em bar de estação de esqui suíça durante festa de Réveillon (Reuters)
Incêndio de igreja histórica e violência com fogos marcam virada na Holanda (UOL)
Pedidos de falência explodem nos EUA (Brazil Journal)
Governo, Tesouro, BC e Brasília:
BC atravessa fim de ano menos estressante no câmbio (Valor)
Em resposta ao TCU, BC cita nova investigação sigilosa sobre fraudes do Master (g1)
Lula sanciona LDO de 2026 com veto ao aumento do Fundo Partidário (Valor)
Moraes nega pedido de defesa de Bolsonaro para ficar em prisão domiciliar (O Globo)
Como será o Tesouro Direto ‘via Pix’, 24 horas por dia, marcado para estrear neste mês (InvestNews)
Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia:
Todos os analistas de Wall Street preveem uma alta das ações em 2026 (Yahoo Finance)
Os maiores consensos do buyside: Nubank, Axia, BTG, Itaú e Localiza (Brazil Journal)
As ações da Nike dispararam após o CEO Elliott Hill comprar US$ 1 milhão em ações da empresa (Sherwood)
Lumina Capital de Daniel Goldberg capta US$ 1,5 bilhão para seu terceiro fundo (Brazil Journal)
Decolar e iFood, sob o mesmo controle, têm dança das cadeiras no RH (Folha)
Economia Real e Commodities:
SC domina top 5 das cidades mais caras fora do eixo Rio-SP (Metro Quadrado)
A La Niña, que se mantém fraca desde outubro, deve atravessar o início de 2026 e reforçar o contraste entre excesso e falta de chuva no país (Agro Estadão)
Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC:
“Este será um trabalho estressante”: Sam Altman oferece salário de US$ 555 mil para preencher a vaga mais desafiadora em AI (The Guardian)
OpenAI aposta alto no áudio enquanto o Vale do Silício declara guerra às telas (TechCrunch)
Deals, M&A e Private Equity:
Captação de R$ 100 milhões mira infraestrutura para os “carros voadores” no Brasil (Neofeed)
Cade aprova aquisição de fatia da companhia pela United Airlines (Money Times)
GRÁFICO DO DIA

Gráfico: InvestNews
MEMES SESSION
Pelo menos não tem que dar report para os “investidores” contando por que a estratégia deu errado.


AGENDA
Segunda 29/12: IGP-M (BRA); Índice de evolução do emprego CAGED (BRA)
Terça 30/12: Dívida Bruta/PIB (BRA); Taxa de desemprego (BRA); Atas da reunião do FOMC (EUA)
Quarta 31/12: Ano Novo
Quinta 01/01: Feriado
Sexta 02/01: PMI Industrial (EUA)
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