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💸Como investir na Venezuela?

Dias após a queda de Nicolás Maduro, enquanto analistas políticos ainda debatiam a estabilidade do novo regime, o mercado financeiro já estava precificando a oportunidade.

Good morning, Brasil.

Marco Rubio consolida-se como figura central da geopolítica global em 2026. O Secretário de Estado revelou que os EUA possuem um plano de três fases para a transição na Venezuela e confirmou que viajará à Dinamarca para negociar a compra da Groenlândia.

Por aqui, o ministro do TCU Jhonatan de Jesus sinalizou a interlocutores da corte que descarta qualquer decisão para reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master, indicando a manutenção do processo em curso.

O Paper of the Day aborda a gestão passiva via ETFs, tema que deve ganhar escala no Brasil em 2026. A relevância do assunto aumenta após uma gestora americana iniciar movimentos para lançar um fundo focado na possível reconstrução da Venezuela.

Um recado rápido: gostaríamos de ouvir você! Ao final desta edição, não deixe de compartilhar seu feedback e sugestões para o THE PAPER.

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ANTES DO SINO

PAPER OF THE DAY

Como investir na Venezuela?

Dias após a queda de Nicolás Maduro, enquanto analistas políticos ainda debatiam a estabilidade do novo regime, o mercado financeiro já estava precificando a oportunidade. A gestora americana Teucrium Capital protocolou na SEC o pedido para lançar um ETF com exposição à Venezuela.

O movimento ilustra a voracidade e a velocidade da indústria de Exchange Traded Funds (ETFs). Se existe uma tese de investimento — seja a reconstrução de um país colapsado, a exploração de urânio ou estratégias de short squeeze — existe (ou existirá em dias) um ETF para ela.

A indústria consolidou-se como a força mais transformadora do mercado moderno, atingindo marcas históricas:

  • No mundo, já são mais de US$ 13 trilhões em ativos distribuídos em quase 5.000 produtos. Para dar dimensão: a BlackRock sozinha administra cerca de US$ 4 trilhões apenas em ETFs, um valor equivalente ao PIB da Índia ou superior ao do Reino Unido.

  • Apenas nos EUA, foram captados US$ 1,4 trilhão em 2025 — um ritmo de US$ 5 bilhões de dinheiro novo entrando por dia.

  • O mercado brasileiro acompanha esse crescimento, com o patrimônio superando a marca de R$ 81 bilhões em novembro de 2025. A base de investidores na B3 também se expandiu: saltou de 242 mil em dezembro de 2020 para 891 mil no mesmo período de 2025.

A gestão passiva

Por que tanto dinheiro está migrando para a gestão passiva? A resposta não é apenas custo, é a incapacidade estatística dos gestores ativos de baterem o mercado consistentemente.

A evidência empírica é brutal: nos EUA, cerca de 90% dos fundos ativos perdem para seus índices de referência em janelas longas de 20 anos. No Brasil, a realidade não é diferente: estudos indicam que apenas 7% dos fundos geram "alfa" real.

Warren Buffett, o maior stock picker da história, é paradoxalmente o maior advogado da gestão passiva para o investidor comum.

LOOKING FORWARD

Se os ETFs já dominam 50% das carteiras de varejo nos EUA, no Brasil a penetração ainda é de apenas 10%. O motivo histórico?

  • Um modelo de distribuição focado em comissões (rebates), onde o assessor ganhava mais vendendo um fundo caro do que um ETF barato.

Mas o jogo está mudando:

  1. Com a exigência de transparência da CVM (Resolução 179), a migração para o modelo fee-based deve acelerar. Nesse formato, o consultor cobra um percentual fixo sobre o patrimônio do cliente, diminuindo o incentivo para "empurrar" produtos caros. O resultado natural é a alocação maciça em ETFs, que custam 0,03% a 0,25% ao ano, contra os 2% + 20% dos fundos tradicionais.

  2. Brasil deixou de ser apenas copiador e criou estruturas interessantes como:

    • ETFs Híbridos: Como o GOAT11 (Itaú), que empacota 80% de renda fixa e 20% de S&P 500 em um único ticker, simplificando o rebalanceamento.

    • Renda Recorrente: A indústria criou ETFs que pagam dividendos mensais (como o NDIV11), "hackeando" a preferência cultural do brasileiro por ver dinheiro pingando na conta, algo que os ETFs americanos tradicionais não priorizam dessa forma.

    • Cripto: O Brasil foi pioneiro em aprovar ETFs de criptoativos, um mercado que hoje já movimenta R$ 150 milhões por dia na B3.

  3. A barreira de entrada caiu para menos de R$ 100. Isso significa que, hoje, um investidor com R$ 100 consegue a mesma diversificação global, a mesma liquidez e os mesmos custos baixos que um investidor institucional

Como resumiu Andrés Kikuchi, da Nu Asset: "Os ETFs terão um efeito parecido ao do Pix para os investimentos". Assets como Investo, Hashdex, Itaú e Nubank estão fazendo bons movimentos no mercado nesse quesito.

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HEADLINES

World Big News:

  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o plano americano para a Venezuela é composto de três fases — sendo a última delas a transição de poder das mãos do chavismo (g1)

  • Rubio se reunirá com dinamarqueses na próxima semana, enquanto o governo Trump adverte a Groenlândia — mais uma vez (POLITICO)

  • EUA apreendem petroleiro da Venezuela que adotou bandeira russa (g1)

  • Venezuela sob o governo Maduro enviou ouro no valor de 5,2 bilhões de dólares para a Suíça (Reuters)

  • Líderes iranianos alertam manifestantes e inimigos estrangeiros à medida que a onda de violência mortal aumenta (Al Jazeera)

  • Inflação da zona do euro desacelera a 2% em dezembro e deve cair em 2026 (InfoMoney)

  • Argentina firmou um acordo de recompra com um grupo de bancos no valor total de US$ 3 bilhões para ajudar a cobrir um pagamento de dívida soberana de US$ 4,3 bilhões (Bloomberg Línea)

Governo, Tesouro, BC e Brasília:

  • Pelo menos 46 perfis em redes sociais fazem um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso Master (Folha)

  • O ministro do TCU Jhonatan de Jesus disse a colegas da corte que descarta qualquer decisão para reverter a liquidação do Banco Master (Folha)

  • Lula indica Otto Lobo para presidência da Comissão de Valores Mobiliários (Valor)

  • PF apura citações a Lulinha como "sócio oculto" de careca do INSS (CNN Brasil)

  • Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025 (Agência Brasil)

Economia Real e Commodities:

  • Brasil vive melhor ano da história no turismo, com 9,3 milhões de estrangeiros (Times Brasil)

  • Vendas de elétricos e híbridos sobem 26% em 2025, e crescem 10 vezes mais que o mercado (g1)

  • Cimed entra no mercado de suplementos e amplia aposta no ecossistema de bem-estar (Times Brasil)

  • No agro, estresse financeiro faz produtor pagar R$ 3 em juros para cada R$ 1 de lucro (Agro Estadão)

Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia:

  • StoneCo acaba de anunciar uma mudança em seu C-level e no conselho, o CEO Pedro Zinner se torna o chairman da companhia e o CFO Mateus Scherer assume como CEO (Brazil Journal)

  • Azul homologa oferta de ações de R$ 7,4 bi para conversão de dívidas (InfoMoney)

  • Trump quer Wall Street fora dos apartamentos (Brazil Journal)

  • A produção de automóveis da Stellantis na Itália caiu quase 25% no ano passado e atingiu os níveis da Fiat em meados da década de 1950 (Bloomberg Línea)

Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC:

  • A xAI concluiu sua rodada de financiamento Série E ampliada, superando a meta inicial de US$ 15 bilhões e captando US$ 20 bilhões (xAi)

  • Universal Music fecha acordo com a Nvidia para expandir suas capacidades de AI (Silicon Republic)

  • O plano da Motorola para desafiar Apple e Samsung: ‘é um caminho natural’, diz CEO (Bloomberg Línea)

IPO, M&A, Deals e Private Equity:

  • AB InBev, dona da Ambev, recompra participação em fábricas de latas metálicas por US$ 3 bilhões nos EUA (InvestNews)

  • A empresa global de investimentos KKR concordou em adquirir a Arctos Partners em um negócio que avalia a empresa de private equity focada em esportes em cerca de US$ 1 bilhão (Reuters)

  • A popular plataforma de bate-papo Discord protocolou confidencialmente um pedido de IPO (Silicon Republic)

  • Autoridades chinesas analisam aquisição da Manus pela Meta por US$ 2 bilhões (PUBLICO)

QUICK TAKES

📎 Read: O corte de ‘benefícios fiscais’ que ninguém viu chegar (Brazil Journal)

▶️ Watch: A montanha-russa da Hapvida: do auge à crise de confiança (InvestNews)

#️⃣ Stat: Estrangeiros aportaram R$ 27 bi na B3 em 2025, apesar de “freio inédito” no 2º semestre (InfoMoney)

🧊 Ice Breaker: Uma das primeiras fazendas de café de SP e que recebeu d. Pedro pode virar hotel de luxo (Estadão)

GRÁFICO DO DIA

MEMES SESSION

A próxima:

AGENDA

Segunda 05/01: Balança Comercial (BRA); PMI Industrial (EUA)

Terça 06/01: PMI Serviços (EUA)

Quarta 07/01: PMI Não-manufatura (EUA); Oferta de Empregos (EUA)

Quinta 08/01: Produção Industrial (BRA); Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (EUA)

Sexta 09/01: IPCA (BRA); Taxa de Desemprego (EUA)

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